sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

DOS MEUS DIAS E DOS NOSSOS.




As vozes que me carregam na distancia profusa de mim mesmo equaciona a sombra que me conforta em meio a fumaça do dia veloz, das pessoas violentas e dos olhos disformes que não sabem saber. E ao que não fora feito. Perdão?

“Senti-me pronto a reviver tudo. Como se aquela cólera me tivesse purgado do mal, esvaziado de esperança, diante daquela noite carregada de signos e estrelas, eu me abria pela primeira vez à terna indiferença do mundo” (CAMUS, 1977,p.122)

Do então parei ante o perigo do assombro e curvei-me a mais simples agrura, fiquei circunspecto nos desatinos, nos risos astutos, nos semblantes perversos que me distraem de mim, do que tenho e sinto. Se por descuido esqueço a palavra, algo de errado há com o que construo e do que me desfiz para construir.
“Percebi quando titubeou minha grandeza,
E vi o eterno Lacaio a reprimir o riso, tendo nas mãos meu sobretudo.Enfim, tive medo”. (T.S. Eliot)

Mesmo assim avancei ausente aos cuidados, não havia razões – havia, mas eu não os sabia – a sentinela aproveitou-me na hora exata da alegria, da indiferença que a fiz perceber-me e agora vacilante admito-me vencido. Trago nas mãos algumas notícias, lidas de forma inversa terão a ordem precisa da desordem completa.

Cesz

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