Onde começa a igreja e termina a piada? Melhor, a política?
Já nem sabemos ao certo. A igreja fala o político replica, a igreja se levanta o político esbraveja. E Deus fica aonde? Eu sei, mas prefiro não contar. A legitimidade religiosa não pode se valer da “atuação” política na sociedade, no entanto, sei que não há religião sem que ela mesma seja por definição: ato político. Agora, fazer de bispos mentores políticos é subverter a sociedade a uma atmosfera confusa e moralista, pois nenhuma religião está completamente capacitada a entender, resolver ou mesmo propor ações de interesses horizontais. Irão apenas onde cabe o próprio julgamento das coisas, perdem-se em parâmetros de alcance moral, falta-lhes o intento Civil. Diante disto assistimos o seguinte: evangélico irritado com o negro do candomblé, católicos de muxoxo com evangélicos, negros pedindo espaço, católicos apelando, evangélicos lambuzando-se. Nós ficamos assistindo sem saber opinar ao certo, qual Deus? Quem Diabos? Ora, sou ateu! Tenho que me limitar a pensar.
Cesz.
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